25 setembro, 2010
Plano Municipal de Cultura - edital nos classificados
09 maio, 2010
Campanha - Reativação do Fórum Permanente de Cultura
MOBILIZAÇÃO SUPRAPARTIDÁRIA PARA O FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA
Estamos mobilizando toda a classe artística de Goiás e a sociedade para retomar as atividades do Fórum Permanente de Cultura com o objetivo de publicar um manifesto em defesa da cultura e estabelecer uma pauta de reivindicações para intervir junto aos poderes constituídos e no processo eleitoral de 2010.
O Fórum Permanente de Cultura é um movimento que surgiu em Goiânia no final dos anos 90 e teve como principal resultado de luta a aprovação das leis de incentivo à cultura em Goiânia e em Goiás. À época, o movimento se reunia todas as terças-feiras no Centro Cultural Martim Cererê onde planejava ações políticas e exercia o debate permanente em defesa da cultura.
É hora da retomada. Nosso objetivo agora é defender a cultura como política pública prioritária com a publicação de um manifesto em defesa dos trabalhadores da cultura e da arte e a apresentação da nossa pauta de reivindicações para os poderes constituídos e para o processo eleitoral de 2010.
PAUTA DEFINIDA NA COMISSÃO PROVISÓRIA DE MOBILIZAÇÃO
(Reunião do dia 02 de maio de 2010, na VerboCerrado Comunicação)
1) POR MAIS VERBAS PRA CULTURA; AUMENTO DO FUNDO DE CULTURA PARA UM PATAMAR DIGNO NOS PODERES MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.
2) PELA OCUPAÇÃO PLENA E URGENTE DOS ESPAÇOS PÚBLICOS DESTINADOS A ATIVIDADES CULTURAIS E ARTÍSTICAS COM AÇÕES FINANCIADAS PELOS PODERES PÚBLICOS E OFERTADAS À SOCIEDADE.
3) PELA REVITALIZAÇÃO E OCUPAÇÃO PLENA DE TODOS OS ESPAÇOS PÚBLICOS DE CULTURA EM CONDIÇÕES DE ABANDONO.
4) PELA INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA COMO FORMA DE PROMOVER O ACESSO AO CONHECIMENTO E GARANTIR O DIREITO A MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS EM BAIRROS, ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS E TODAS AS CIDADES DO INTERIOR DO NOSSO ESTADO E DO NOSSO PAÍS.
REUNIÃO DE INSTALAÇÃO DO FÓRUM
SEGUNDA FEIRA, DIA 10 DE MAIO, ÀS 19 HORAS, NO INSTITUTO FEDERAL DE TECNOLOGIA (ANTIGA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE GOIÁS), PERTO DO MUTIRAMA.
15 abril, 2009
Decisão do Conselho Municipal de Cultura é investigada pelo Ministério Público do Estado de Goiás
15/04/2009 - irregularidade na concessão de incentivos à cultura no Município de Goiânia é investigada pelo MP
A promotora de Justiça Renata Miguel Lemos, que atua em auxílio na 90ª Promotoria de Justiça instaurou inquérito civil, em 1º de abril, para apurar notícia de irregularidades na concessão dos incentivos previstos na Lei de Incentivo à Cultura ao projeto Café Cantante Punhal Reluzente, apresentado à Secretaria Municipal de Cultura por Deborah Lay Gonçalves Oliveira, em 18 de outubro de 2005.
O projeto referia-se à adaptação para o teatro da obra de Frederico Garcia Lorca feita pelo teatrólogo Marcos Fayad, o qual detém a necessária autorização para a adaptação, concedida pela família do autor.
Conforme a denúncia feita ao MP, na ocasião Marcos Fayad encontrava-se impedido de apresentar novos projetos para serem beneficiados com a Lei de Incentivo à Cultura, pois a prestação de contas que apresentou em projeto anterior não foi aprovada. A representação informa que a proponente Deborah Lay Gonçalves de Oliveira estaria agindo, na verdade, em nome do teatrólogo. Em um primeiro momento, o projeto foi inabilitado pela Comissão de Projetos Culturais da Secretaria Municipal de Goiânia. Posteriormente, com o recurso por Deborah Lay sugerindo a troca de seu nome pelo de Adélia Rassi, ele foi então autorizado pelo Conselho Municipal de Cultura.
Comentário
O Conselho Municipal de Cultura foi eleito na 3ª conferência Municipal de Cultura, anulada pela justiça em decisão até hoje descumprida pela SECULT. Clique aqui para assistir ao vídeo sobre a conferência, ou no marcador respectivo, na lateral direita da página, para ler os textos publicados sobre o assunto.
17 janeiro, 2009
Nasce um clássico - 2 - Vídeo foi visto 3.300 vezes em um mês
Além disso, é o 4º melhor classificado , o 7º mais comentado, o 7º mais escolhido como favorito e o 94º mais assistido pelos usuários dentre os vídeos brasileiros, na categoria Notícias e Política.
O disco com a música Coronelismo pode ser comprado diretamente com os integrantes do grupo, pelo telefone 9285-9422, ou na Monstro Discos, no setor Pedro Ludovico, telefone 3281-5358.


21 dezembro, 2008
Nasce um clássico
Na segunda-feira (8), a Assembléia Legislativa foi palco de uma saia justa que indignou deputados, arrancou risos e aplausos dos presentes e colocou Cláudio Roberto dos Santos no centro de uma polêmica difícil de ser digerida pelos parlamentares. Cláudio Roberto é Claudinho, 30, cantor de rap e um dos 18 homenageados da sessão especial promovida pelo deputado Mauro Rubem (PT) em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Presidente da União Bate Cabeça do Cerrado (UBC), que reúne músicos, dançarinos e produtores de hip hop e membro do Centro de Cidadania Negra de Goiás (Ceneg -GO), recebeu da Comissão dos Direitos Humanos a Medalha Pedro Ludovico por trabalhos de afirmação da cultura negra, combate ao racismo e violência social realizados em escolas e comunidades carentes.
O “agradecimento” veio em forma de versos, e foi neste instante que o mal-estar tomou conta do plenário Getulino Artiaga. De posse do microfone, embalados pela batida forte do hip hop, Claudinho, Mc Lethal e Mortão, integrantes do grupo Testemunha Ocular, deram ritmo à máxima de que todo político é “ladrão” e propagaram pelos quatro cantos do salão a impressão que têm da Casa: “Político rouba, político rouba/ dentre mil um roda. Os despolitizados viram massa de manobra/ estão tão acomodados que se viram com as sobras/ Sobra de ignorância, não tem para onde correr/ Existe um abismo entre o povo e o poder”. No dia seguinte, surgiu a proposta de cassar a medalha do rapper. “Achei a música de profundo mau gosto. Foi falta de educação, era uma sessão solene, ele cuspiu na medalha que recebeu. Ingratidão com todos que a concedemos. Sou a favor da cassação da medalha. O ideal, porém, é que ele tenha elegância e devolva”, defende o deputado Romilton Moraes (PMDB).
O vídeo com o registro do episódio foi disponibilizado no YouTube há quatro dias e já foi acessado 703 vezes. Tem tudo para virar um clássico (o áudio fica bom a partir de 2 min. e 30 s.):
(Ouça na página do grupo no Myspace)
A música já era conhecida: está na trilha sonora do vídeo que registrou a fraude em que consistiu a 3ª Conferência Municipal de Cultura, realizada em outubro de 2005, disponível no YouTube desde o primeiro aniversário da fraude, em outubro de 2006. Nas três versões, já foi assistido 2.300 vezes. Na última a qualidade do áudio é melhor.
A propósito, hoje começa a 6ª Conferência Municipal de Cultura. Dois anos e meio após a sentença de primeiro grau que anulou a 3ª e um ano após sua confirmação pelo Tribunal de Justiça, em 20 de novembro de 2007, sem que que essas decisões tenham tido qualquer efeito:
AcórdãoMSFetegduplograu
Aliás, como se chama mesmo um regime onde o Legislativo é totalmente subserviente ao Executivo e este não obedece às decisões do Judiciário?
Atualização em 22.12.08:
No blog Amigos dos Museus, notícias sobre a 6ª Conferência Municipal de Cultura de Goiânia ilustram o estado da cultura na cidade: nas inscrição, a "caixa onde estavam acondicionados os crachás era na verdade uma caixa de embalagem de 'cartuchos para armas portáteis'" ; e a reprodução da matéria do Diário da Manhã, registrando o protesto de várias entidades contra o formato adotado.
18 fevereiro, 2008
Prefeitura Acaba com a Comissão de Projetos Culturais - 7 - Atualização - Ministério Público e Judiciário
Como está a situação hoje?
1. No fim de outubro, a FETEG e a AGCV apresentaram recurso contra o arquivamento da representação sobre a nomeação da CPC, feito pelo Dr. Umberto Machado. O recurso deveria ter sido julgado no dia 18 de dezembro. Contudo, como as entidades não tinham sido intimadas o relator retirou o processo da pauta e tudo voltou à estaca zero, pois mudou a composição do conselho Superior do MP, órgão que confirma ou não os arquivamentos. Entretanto, segundo o secretário do conselho, Dr. Aylton Flávio Vechi, amanhã o relator deverá ser conhecido. Em tese, ele deverá apresentar seu voto em 30 dias. Ou seja, até o fim de março haverá uma decisão. Caso o recurso seja acatado e um novo promotor designado para o caso, a CPC estará em meio à análise dos projetos que serão inscritos até o dia 25. Desde que a representação foi protocolada, em 10 de janeiro do ano passado, a CPC questionada já distribuiu R$ 4, 5 milhões aos projetos que selecionou.
2. No dia 20 de novembro, o Tribunal de Justiça finalmente confirmou, por unanimidade, a sentença de primeiro grau que anulou a III Conferência Municipal de Cultura. A leitura do acórdão ocorreu no dia 04.12 e sua publicação no Diário da Justiça, no dia 13.12. No dia 11 de fevereiro, a prefeitura apresentou recurso a ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. No entanto, permanece o desrespeito ao judiciário pois enquanto este recurso tramita, a decisão do Tribunal de Justiça deve ser cumprida - ele não a suspende.
Para ler o acórdão do Tribunal de Justiça, clique sobre a imagem abaixo e na tela seguinte clique novamente sobre a imagem para ampliá-la.
24 outubro, 2007
Encontrado esqueleto no armário do Minc
A prefeitura preferiu outro caminho. Pediu e obteve do Presidente do Tribunal de Justiça decisão que tornou sem efeitos a liminar do juiz, para que pudesse participar da Conferência Nacional de Cultura. Decisão que na verdade teve o efeito contrário, pois a única forma de garantir essa participação era realizando uma conferência válida, devidamente divulgada. Havia porém um problema para provar isso: era preciso que o Ministério da Cultura confirmasse que a conferência tinha sido irregular e não tinha valor.
Nos dois meses que se seguiram, não houve forma de conseguir que o Minc se manifestasse - telefonemas, cartas, e-mails, nada obtinha resposta. Simultaneamente, o Presidente do Tribunal de Justiça também não decidia sobre o recurso (agravo), que pedia que voltasse atrás em sua decisão anterior, mostrando que seu efeito seria o contrário do pretendido. Amparado nisso, o prefeito nomeou, em 28 de outubro, o novo conselho.
Uma semana decisiva
A posse foi na primeira semana de dezembro. Uma semana tumultuada. Na semana seguinte, seria realizada a Conferência Nacional de Cultura. No dia 6, terça-feira, o secretário de cultura faltou a audiência pública, na Câmara dos Vereadores, para a qual fora convocado. No dia 7, quarta-feira, empossou os novos conselheiros. No dia 9, sexta-feira, O Popular publicou uma matéria extensa, em que a Agepel dizia que não concordava com a realização da CNC por isso não organizara a participação do estado, e a Secult reafirmava o envio de delegados de Goiânia. A conferência começou no dia 13, sem eles. No dia 14, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça manteve, por unanimidade, a decisão do seu presidente que permitira a nomeação e posse do conselho.
O Minc se manifesta
Só em 24 de janeiro de 2006 , o Minc enviou um e-mail (veja aqui), confirmando o que já se sabia, pela ausência de delegados: que invalidara a conferência de Goiânia. Em 8 de junho , saiu a sentença definitiva do juiz, confirmando a anulação da III Conferência Municipal, o que tornou sem efeito as decisões do Presidente e do Órgão Especial do Tribunal de Justiça (leia aqui). Até hoje, porém, esta sentença não foi cumprida pela prefeitura, nem confirmada pelo Tribunal de Justiça.
O esqueleto encontrado
Durante todo esse tempo, continuou a busca pelo documento do Minc que invalidou a conferência, sem sucesso. Até a semana passada.
Segundo o documento (leia aqui), a decisão foi a propósito de e-mail, enviado por Deolinda Taveira, naquele mesmo dia, relatando irregularidades e com cópia da matéria de O Popular daquela data. No dia seguinte, a decisão, foi comunicada à prefeitura de Goiânia (veja aqui).
(Não) a quem interessar possa
Já a remetente, até agora não conhecia o teor da decisão. Mais: o Minc não menciona os pedidos feitos anteriormente, nem que naquele dia, não foi só ela quem procurou o ministério - o presidente da FETEG, entidade que conseguira as decisões judiciais anulando a conferência, falou por telefone com vários funcionários e, como não obtivesse sucesso, enviou um e-mail no fim da manhã, com cópia da matéria de O Popular (veja abaixo). A FETEG também não recebeu cópia do documento. O Popular, aparentemente, também não recebeu cópia.
Novo esqueleto, teletransmitido para o armário da Secult
A prefeitura, que recebeu cópia no dia 10, não a divulgou, fazendo com que o Tribunal de Justiça, no dia 14, decidisse a seu favor, mas de forma totalmente contrária aos fatos.
Cópia do e-mail enviado pela Feteg ao Minc, no dia 09.12.05 :
| Data: | Fri, 9 Dec 2005 11:23:10 -0300 (ART) |
| De: | "FETEG FEDERAÇÃO" |
| Assunto: | para conhecimento e providências |
| Para: | gabinete@funarte.gov.br, marciomeira@minc.gov.br |
| Visões distintas Agepel evita mandar representantes oficiais à Conferência Nacional de Cultura por discordar do método adotado Rogério Borges Está marcada para a próxima semana, entre os dias 13 e 16, em Brasília, a realização da 1ª Conferência Nacional de Cultura (CNC). O evento, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), é mais uma etapa para a elaboração do Plano Nacional de Cultura, que estabelecerá critérios e elegerá prioridades para o estímulo de atividades culturais em território nacional. Essa plenária nacional contará com os representantes escolhidos pelas unidades da federação em suas conferências estaduais. Essas conferências, por sua vez, são compostas por delegados eleitos em conferências municipais e intermunicipais. Tais reuniões foram realizadas na maioria dos Estados brasileiros nos meses de outubro e novembro. A Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico (Agepel), órgão que, juntamente com o Conselho Estadual de Cultura, estaria responsável pela realização da Conferência Estadual, optou por não promover o evento e só participará da CNC com membros convidados. “Discordo da metodologia e da sistemática adotada para essa conferência”, justifica o presidente da Agepel, Nasr Chaul. Ele sustenta que o modelo para o encontro se baseia em Estados cuja política cultural ainda é incipiente. “Não é o nosso caso. O que eles querem nós já fizemos”, afirma. Chaul chegou ontem de uma reunião do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Cultura e um dos assuntos mais debatidos foi justamente a CNC. Divergências Ele conta que há muitos Estados insatisfeitos com o encontro da próxima semana em Brasília e contesta dados que estão sendo veiculados na página do Ministério da Cultura na internet. De acordo com o site, apenas cinco Estados não teriam realizado conferências estaduais: Goiás, Maranhã, Mato Grosso, Roraima e Acre. “Esse dado está desencontrado. São sete ou oito Estados que não fizeram as conferências. Mato Grosso fez e São Paulo e Bahia não terão representantes na CNC”, assegura. O principal motivo para que a Conferência Estadual de Cultura não fosse feita este ano em Goiás são divergências entre o Ministério da Cultura e a Agepel, mas, segundo Chaul, houve outras razões. “Tudo foi feito muito às pressas. Fomos pegos no contrapé em vários pontos”, alega. “Nós discutimos a questão com o Conselho Estadual de Cultura e chegamos à conclusão de que não havia tempo hábil para fazer uma conferência estadual de fato representativa”, explica José Eduardo Morais, diretor de Ação Cultural da Agepel. De acordo com o diretor, o Ministério da Cultura só informou a respeito da necessidade da conferência estadual à Agepel na segunda quinzena de outubro. “Eu e o presidente da Agepel, Nars Chaul, estivemos no ministério no dia 1º de novembro para discutir o assunto e só então conseguimos a proposta oficial para a Conferência Nacional de Cultura”, conta José Eduardo. Ele pondera que a Conferência Nacional, em que cada Estado apresentará, por intermédio de seus representantes, suas propostas para o Plano Nacional de Cultura, é apenas uma fase de um processo que precisa de discussões mais amplas. “O ministério propõe um convênio com as secretarias estaduais de Cultura em que a CNC é um dos pontos. Há diversos outros.” Contraproposta A redação da primeira proposta, de acordo com Nasr Chaul, “era inaceitável”. A Agepel apresentou uma contraproposta do documento ao ministério, que a aceitou. “Mostramos que muitas das exigências que a União fazia nós já tínhamos cumprido, como a instalação de um Conselho Estadual de Cultura, de um Plano Estadual de Cultura e da implantação de um Fundo Estadual de Cultura. Tudo isso nós já temos”, afirma o presidente da Agepel. O problema é que não existe um detalhamento sobre algumas propostas incluídas no documento. Em uma delas, há a previsão de um compartilhamento de projetos culturais, o que significaria financiamento conjunto. O temor da Agepel é de que, assinando o convênio com o Ministério da Cultura, a instância federal comece a eleger prioridades em nível estadual, tirando a autonomia do órgão local. “Esse é um protocolo que está sob avaliação da Procuradoria Geral do Estado, mas ele deve ser assinado”, informa. O convênio tem duração de um ano. O parecer sobre o documento deve estar pronto no início desta semana. Com tudo isso, Goiás, em sua esfera estadual, ficará sem representantes na CNC. “Não tínhamos como fazer a conferência estadual antes de assinarmos o protocolo que está em análise. Além disso, a proposta prevê que as conferências municipais teriam de ser convocadas pelas cidades e essa mobilização é difícil”, justifica José Eduardo. Secult Já as prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pontalina e Piracanjuba enviarão à CNC 20 delegados ao todo, sendo 16 indicados pelo poder público e quatro representantes de entidades civis. Eles foram indicados durante a Conferência Intermunicipal de Cultura, realizada no dia 13 de outubro. A Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia (Secult), que organizou a reunião, afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que as inscrições dos delegados foram feitas no último dia do prazo, já que o resultado da conferência estava suspenso por liminar judicial. Esse resultado, aliás, permanece em discussão no Tribunal de Justiça de Goiás. A assessoria da Secult acrescentou ainda que, na falta de uma conferência estadual, os nomes indicados na Conferência Intermunicipal podem representar o Estado na CNC, mesmo que isso contrarie o organograma estabelecido pelo Ministério da Cultura e que está no ar no site do órgão. As conferências municipais, intermunicipais e estaduais de cultura devem contar com representantes de entidades culturais dos mais diferentes setores e com membros da sociedade civil. Além de Goiás, apenas Mato Grosso, Acre, Roraima e Maranhão não realizaram suas conferências estaduais. Membros do Conselho Estadual de Cultura podem ir ao evento, mas apenas como ouvintes. José Eduardo minimiza o episódio. “As propostas que poderiam ser levadas à CNC podem ser enviadas depois. Além disso, não acredito que elas difeririam tanto assim das que já estão em curso dentro do Plano Estadual de Cultura”, alega. Chaul faz um alerta. “Tenho receio do que conferências estaduais no modelo proposto podem trazer. Seus resultados podem atropelar o trabalho que já fazemos, nosso planejamento de ações.” Ele também observa que a realização da Conferência Intermunicipal por parte da Secult deixou o panorama ainda mais confuso. “Não sabíamos direito se era uma conferência municipal ou intermunicipal.” Com tantas discordâncias, a CNC corre o risco de ser um fiasco e o Plano Nacional de Cultura, que seria implementado no último ano do governo Lula, não gerar resultado algum. |
| Fonte: Jornal OPOPULAR - 09/12/2005 |
22 agosto, 2007
Prefeitura acaba com a Comissão de Projetos Culturais - 4 CPC reaparece, mas é outra
Se o nome é o mesmo, a comissão é outra, completamente diferente. São basicamente três as alterações:
- Sua independência e autonomia são eliminadas (literalmente);
- Não há mais exigência da participação de representantes do setor cultural (item cujo descumprimento motivou a representação da FETEG e AGCV ao Ministério Público, em janeiro deste ano); e
- Não é mais obrigatória a distribuição dos recursos por todos os segmentos culturais.
As alterações do Decreto nº 1.307 em relação à composição e atribuições anteriores (estabelecidas no decreto nº 973) foram :
1. Foi retirada (literalmente) sua definição como “independente e autônoma”;
2. Há mais um componente, totalizando 11, incorporando-se um representante do Conselho Municipal de Cultura, indicado pelo seu presidente (que vem a ser o Secretário de Cultura);
3. Os outros dez membros agora são convidados dentre segmentos culturais, Secretaria Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Finanças. Antes eram 5 da Prefeitura ( 3 da Secult e 2 da Finanças ) e 5 representantes do setor cultural, cada um de uma área específica, com todo um procedimento para sua indicação pelas entidades representativas.
4. Foi retirada sua competência para analisar, averiguar e avaliar os projetos culturais e para deliberar sobre a concessão de benefícios fiscais aos projetos;
5. A relação das atribuições da Secult foi retirada, bem como o suporte técnico e jurídico da Auditoria Geral do Município e da Procuradoria Geral do Município ( é de se perguntar quem fará a análise das prestações de contas agora);
6. Retirou-se também a obrigatoriedade de atender a todos os segmentos culturais, e do estabelecimento de normas, pela CPC e Secult, em conjunto, para que isso fosse cumprido;
7. Acabou a classificação dos projetos em especial ou normal de acordo com o grau de interesse público.
27 abril, 2007
Prefeitura Acaba com a Comissão de Projetos Culturais -3
Atualizado em 31.01.09: corrigi a informação sobre a data do poema e suprimi um trecho que deixou de fazer sentido. O texto anterior era: "Eduardo Alves da Costa, de 1936, momento de apogeu de todos os arbítrios no mundo ( a segunda estrofe do poema circula como se fosse autônoma, erroneamente atribuída a Bertolt Brecht e intitulada A Caminho, com Maiakóvski)."
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
Tu sabes,
Na primeira noite eles se aproximam
EDUARDO ALVES DA COSTA
26 abril, 2007
Prefeitura Acaba com a Comissão de Projetos Culturais - 2
23 abril, 2007
Prefeitura acaba com a Comissão de Projetos Culturais
18 janeiro, 2007
Ponto de Vista - 5 A força do hábito
1) Aidenor Aires - 9 votos
2) Luis Fernando Valadares - 7 votos
3) Nasr Chaul - 2 votos
4) José Mendonça Teles - 1 voto
5) Gilvane Felipe - nenhum voto
2.Instituto Cultural José Mendonça
3.Associação Lavourartes
4.FETEG
6.Pro-cênicas
7.Associação Piresina de Letras e Artes
8.Academia Goiana de Letras
9.União Brasileira de Escritores
10.Associação Goiana de Imprensa
11.AFLAG
12.Comissão Goiana de Folclore
13.ICUMAN
14. IHGG
Para ler mais sobre a Conferência Municipal de Cultura, clique sobre este assunto, abaixo do texto.
25 novembro, 2006
Apareceu a margarida

20 novembro, 2006
Uma política cultural para Goiás
Em matéria publicada pouco antes do segundo turno das eleições, este jornal mostrou a precariedade das propostas para a cultura dos então candidatos. Eleito o governador, como assegurar que a próxima administração vá além da limitação da campanha?
Antes de mais nada, ter claro o objetivo: o desenvolvimento econômico não é nada sem o desenvolvimento social e intelectual, que vem fundamentalmente da possibilidade de produzir e fruir dos bens culturais. O que se pretende é garantir ao cidadão o exercício pleno de sua capacidade humana, de sua criatividade e sensibilidade.
Para alcançá-lo, o caminho é a construção democrática, com a participação de artistas e produtores culturais, de uma verdadeira Política Cultural - um conjunto de ações consistentes e permanentes, integradas entre si, com mecanismos transparentes de alocação de recursos, impessoais e baseados no mérito e na qualidade - criando um círculo virtuoso que permita a produção e fruição cultural em maior quantidade e qualidade.
Noção fundamental é saber que cabe ao estado permitir que se tenha acesso àquilo que o mercado não oferece, garantindo a diversidade na oferta de bens culturais. Como bem sintetizou numa canção o ministro Gilberto Gil: “O povo sabe o quer, mas o povo também quer o que não sabe”. Nos termos normalmente colocados, uma política que promova: a diversidade cultural; a democratização do acesso à cultura; a defesa e preservação da identidade local; e o desenvolvimento econômico, baseado na cultura.
Essa é uma construção que exige vontade e capacidade extremas. São vários os entraves. Um, da própria lógica da política atual, que busca sempre visibilidade máxima, para a qual nada se compara aos eventos. Outro, da cultura política local, que é:
1. personalista, buscando benefícios individuais ou a grupos, em detrimento do interesse público- basta comparar as sedes de nossas academias literárias com as instalações de nossas bibliotecas públicas, ou os acervos precários destas com as toneladas de obras editadas com recursos públicos anualmente; e
2. autoritária – criando projetos de cima para baixo, desconsiderando o que a sociedade tem a dizer e suas contribuições.
Resultado disso, ao final da gestão estadual que mais atenção dedicou à cultura, temos um calendário de grandes eventos: três anuais (Fica, Canto de Primavera, Tenpo) e a Bienal do Livro, mais um projeto menor, semanal – o Um gosto de Sol . Junto a isso, obras de restauração do patrimônio, alguns centros culturais no interior inacabados e outro, faraônico, em Goiânia. Ações que, se tanto, devem chegar a uma dúzia dos 246 municípios do estado. Não esquecendo uma lei de incentivo, para dizer o mínimo, problemática.
Como ir além? Não há grandes receitas. Trata-se de colocar Goiás em dia com o restante do Brasil nessa área.
Primeiro, adequar a estrutura legal e administrativa do estado à nova realidade surgida com a aprovação da emenda constitucional que instituiu o Plano Nacional de Cultura. Cumprir a promessa feita à época de criar a Secretaria Estadual de Cultura, requisito legal para que Goiás integre o Sistema Nacional de Cultura e correção tardia da anomalia que nos deixou esse corpo sem cabeça que é a Agepel. Imediatamente após, realizar a Conferência Estadual de Cultura, para definir democraticamente as prioridades da área que deverão subsidiar a elaboração do Plano Estadual de Cultura, a ser executado pela secretaria. Além de Goiás, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe, São Paulo e o Distrito Federal deixaram de fazer suas conferências em 2005, mas só aqui não houve sequer as municipais. No mesmo âmbito, regulamentar e dar início à operação do Fundo Cultural, aprovado este ano, e reformular a Lei Goyazes, para que possam atuar complementarmente no fomento à produção cultural no estado.
Segundo, eliminar a dicotomia que separa educação de cultura, fruto do modelo de educação que seguimos nas últimas décadas, preocupado com conteúdos e habilidades técnicas e não com o desenvolvimento do ser humano em sua plenitude. Nesse sentido, integrar a Política Educacional com a Política Cultural, e criar de instâncias de ligação entre as duas secretarias.
Terceiro, reformular o Conselho Estadual de Cultura, de forma a conferir-lhe representatividade e legitimidade, dando-lhe condições de exercer de fato suas atribuições, complementarmente à conferência, na elaboração e fiscalização da execução do Plano Estadual de Cultura e na avaliação de projetos do Fundo Cultural e da Lei Goyazes.
Quarto, Subordinar a Televisão Brasil Central e as rádios Brasil Central AM e FM à Secretaria Estadual de Cultura, vinculando-as à Política Cultural do estado e orientado-as para a produção de uma programação pautada pelo interesse público, em especial financiando a produção independente, pois na era da informação, não há como separar a cultura da comunicação. A atuação do Estado na radiodifusão só faz sentido se tiver um caráter educativo e cultural, que seja instrumento de formação e consolidação de valores e da cidadania, de novo, oferecendo aquilo que o mercado não oferece. Esses são pilares da Rede Pública de TV, cuja programação obedece rigorosamente aos princípios éticos, definidos pelos associados, em respeito à sociedade brasileira, que merece assistir à uma programação de qualidade, com conteúdo que enriqueça seus conhecimentos e proporcione entretenimento e diversão saudáveis. Além de Goiás, os únicos estados cujas emissoras públicas não pertencem à rede são Mato Grosso, Acre, Rondônia, Amapá, Roraima, Paraíba e Piauí.
Quinto, criar políticas de patrocínio para as empresas estatais, vinculadas aos objetivos do Plano Estadual de Cultura. Celg e Saneago, se tiverem recursos para aplicar em projetos têm de fazê-lo a partir de regras claras, impessoais, transparentes, que premiem o mérito e garantam a igualdade de oportunidades. Desde 2003 a Petrobrás, trabalha assim, no que foi seguida por outras estatais. Mesmo empresas privadas, que em tese não devem satisfação ao público, têm seguido essa tendência. O grupo Votorantim, por exemplo, acaba de lançar sua Política Cultural. Os números são eloqüentes: ao longo de quatro anos a Lei Goyazes, que exige a aprovação prévia do projeto pelo Conselho Estadual de Cultura, apoiou 162 projetos, num total de R$ 11.324.038,73. A CELG, apenas no ano passado, sem qualquer critério conhecido, aplicou R$ 10.197.000,00 em cultura.
Sexto, assegurar um corpo de funcionários em número suficiente, qualificado e interessado, atraído por bons salários, perspectivas de carreira, formação e admitido por concurso público. Na gestão, nomear um quadro de diretores escolhidos pelo titular da pasta, leais, afinados com suas diretrizes e pautados pelo interesse público. Complementarmente, criar uma estrutura governamental que produza estudos para subsidiar a avaliação permanente da execução e do alcance das metas estipuladas pelos programas, garantindo sua melhoria contínua.
Finalmente, recursos, pois sem eles, nada se fará.
Possível? Claro, desde que se tenha vontade política.
Marcus Fidelis é produtor cultural e mantém o blog entreatos (http://www.entreatos.blogspot.com/).
22 outubro, 2006
Atitudes Diversas, Resultado Idêntico, Mesma Razão
O mais grave, no caso de Goiás, é que o então governador e o presidente da Agepel ao que tudo indica tiveram acesso às informações sobre as conferências em primeira mão, pois estiveram com o Ministro da Cultura no dia 24 de agosto de 2005, e a portaria 180, que as regulamentou , é de uma semana depois, dia 31 . Tanto é assim que na ocasião o então governador se comprometeu a criar a Secretaria Estadual de Cultura (exigência do protocolo), conforme noticiei em Primeiro Passo , inclusive reproduzindo a foto do encontro. A mesma notícia apareceu depois no site da Agepel.
Nos dois casos, município e estado, embora absolutamente diversos os procedimentos, um mesmo efeito: o boicote à participação da sociedade na formulação das políticas públicas. Na sua origem, uma cultura política autoritária, a provar que o enorme desenvolvimento econômico de Goiás nas últimas décadas não teve correspondência em matéria de política.
A tecnologia revoluciona - a província nunca mais será a mesma
Intensa na internet, a polêmica foi pouco repercutida na mídia convencional. Quem veiculou a discussão foram os blogs, como informa a matéria As reações, Desiguais, na edição da revista que circula hoje em Goiânia ( a coluna de hoje do Ombudsman da Folha, Marcelo Beraba, também trata do assunto).
Finalmente a internet mostra sua força nas nossas eleições. A pouca atenção dada à internet pelos políticos brasileiros foi assunto de vários artigos na imprensa, constrastando esse descaso com a revolução que seu uso provocou nos Estados Unidos, na eleição de 2004.
O que provocou essa revolução? Sem dúvida alguma, desempenhando um papel preponderante, os blogs, que se popularizaram a partir de 2003, com a compra do Blogger pelo Google (havia então cerca de 200.000 blogueiros). A tecnologia permitiu que qualquer pessoa facilmente torne o que lhe interessa público, na rede ( para o bem e para o mal). Não é mais preciso estar no jornal para ser real. A imprensa não tem mais o monopólio do registro.
Como disse Mino Carta (Assalto à Verdade Factual) em seu blog, citando Hannah Arendt, sobre a verdade factual:" omitida, soçobra igual a barco furado, nunca mais será recuperada." E ainda " Não há esperança de sobrevivência humana sem homens dispostos a dizer o que acontece, e que acontece porque é”.
13 outubro, 2006
Recordar é viver - 5 Presente de Aniversário
12 outubro, 2006
Recordar é viver 4 - Conferência Municipal de Cultura - Aniversário sem parabéns
A foto é de Deolinda Taveira. Há outras em seu fotolog. Clique aqui para acessá-lo.



