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09 maio, 2010

Campanha - Reativação do Fórum Permanente de Cultura

MOBILIZAÇÃO SUPRAPARTIDÁRIA PARA O FÓRUM PERMANENTE DE CULTURA

Estamos mobilizando toda a classe artística de Goiás e a sociedade para retomar as atividades do Fórum Permanente de Cultura com o objetivo de publicar um manifesto em defesa da cultura e estabelecer uma pauta de reivindicações para intervir junto aos poderes constituídos e no processo eleitoral de 2010.

O Fórum Permanente de Cultura é um movimento que surgiu em Goiânia no final dos anos 90 e teve como principal resultado de luta a aprovação das leis de incentivo à cultura em Goiânia e em Goiás. À época, o movimento se reunia todas as terças-feiras no Centro Cultural Martim Cererê onde planejava ações políticas e exercia o debate permanente em defesa da cultura.

É hora da retomada. Nosso objetivo agora é defender a cultura como política pública prioritária com a publicação de um manifesto em defesa dos trabalhadores da cultura e da arte e a apresentação da nossa pauta de reivindicações para os poderes constituídos e para o processo eleitoral de 2010.

PAUTA DEFINIDA NA COMISSÃO PROVISÓRIA DE MOBILIZAÇÃO

(Reunião do dia 02 de maio de 2010, na VerboCerrado Comunicação)

1) POR MAIS VERBAS PRA CULTURA; AUMENTO DO FUNDO DE CULTURA PARA UM PATAMAR DIGNO NOS PODERES MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL.


2) PELA OCUPAÇÃO PLENA E URGENTE DOS ESPAÇOS PÚBLICOS DESTINADOS A ATIVIDADES CULTURAIS E ARTÍSTICAS COM AÇÕES FINANCIADAS PELOS PODERES PÚBLICOS E OFERTADAS À SOCIEDADE.


3) PELA REVITALIZAÇÃO E OCUPAÇÃO PLENA DE TODOS OS ESPAÇOS PÚBLICOS DE CULTURA EM CONDIÇÕES DE ABANDONO.


4) PELA INTERIORIZAÇÃO DA CULTURA COMO FORMA DE PROMOVER O ACESSO AO CONHECIMENTO E GARANTIR O DIREITO A MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS EM BAIRROS, ORGANIZAÇÕES COMUNITÁRIAS E TODAS AS CIDADES DO INTERIOR DO NOSSO ESTADO E DO NOSSO PAÍS.

REUNIÃO DE INSTALAÇÃO DO FÓRUM

SEGUNDA FEIRA, DIA 10 DE MAIO, ÀS 19 HORAS, NO INSTITUTO FEDERAL DE TECNOLOGIA (ANTIGA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE GOIÁS), PERTO DO MUTIRAMA.

09 julho, 2008

Cultura predial - entrando no cheque especial

No domingo, dia 6, o Magazine, de O Popular, publicou mais uma reportagem de peso de Edson Wander. Desta vez, a propósito dos centros culturais existentes ou em vias de existir na cidade ( leia os textos da reportagem ao final).

O título da primeira matéria é muito feliz e resume a questão: Cultura predial. Junto com os eventos são os prédios que aparecem como prioridade das administrações, num ambiente de ausência de política cultural, como é o nosso. Ambos dão visibilidade, objetivo único da mentalidade estreita que só enxerga repercussão eleitoral imediata.

Veja-se em sentido contrário à situação descrita pela reportagem, de espaços construídos sem planejamento prévio, sem uma política de fomento à produção que os ocupe, o caso do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Inaugurado em outubro de 2000, o CCBB mudou o panorama da programação cultural em Brasília. Tem um teatro com 300 lugares, duas salas de exposição e um cinema, abrigados no prédio onde funciona a diretoria de gestão de pessoas do banco, projeto de Niemeyer - mas aqui tamanho não é documento: importa a qualidade, a continuidade e a variedade. Abriga mostras de cinema, exposições, shows musicais, peças teatrais e atividades literárias, entre outros, escolhidos através de seleção pública de projetos.

Em 2005, foram 80 atividades, a um custo de R$ 11 milhões ( média de R$ 137,5 mil por atividade). A previsão em 2006 era de um investimento de cerca de R$ 8 milhões, para cinquenta atividades (média de R$ 150 mil por atividade). Esses, os custos com a programação do espaço, para garantir sua movimentação. Não entram na conta os custos fixos (estrutura, funcionários, limpeza,etc.) nem aqueles que variam com as especificidades de cada projeto (tamanho do projeto, tempo de permanência, número de pessoas envolvidas e divulgação, etc., ).

É evidente, a partir desses dados, como o custo de instalação de um equipamento cultural é uma fração do custo necessário para mantê-lo cumprindo seu papel a contento, o que justificaria sua existência ( em outras áreas não é diferente, imagine-se um hospital, por exemplo).

Compare-se esses valores com o que será gasto com a construção da Casa de Vidro ( R$ 3 milhões) ou a Vila Cultural ( R$ 11,7 milhões), ambas com recursos oriundos de emendas ao orçamento da União. Junte-se o Niemeyer ( mais de R$ 65 milhões), o Goiânia Ouro ( R$ 2 milhões, segundo reportagem de O Popular sobre a inauguração, em 21.06.06) e o CETE, de custo não sabido.

O Goiânia Ouro, que completou dois anos recentemente, é um caso à parte. Na inauguração o Popular informou que o custo de implantação teria sido bancado pelo proprietário, em troca de um aluguel de R$ 13 mil à época ( atualmente R$ 16 mil, segundo a reportagem de Edson Wander). Os R$ 2 milhões, corrigidos pela poupança teriam rendido R$ 322 mil. Dois anos de aluguel, ao preço atual, dariam R$ 384 mil. Ou seja, o aluguel mal compensou o rendimento que seria obtido com a aplicação do dinheiro usado na reforma, o que faz do proprietário o maior mecenas de que se tem notícia em Goiás, quiçá no Brasil.


Em todos os casos, mais despesas fixas a consumir recursos que poderiam estar sendo investidos diretamente no fomento aos artistas ( confira a despesa com pessoal do Goiânia Ouro e o impacto do Niemeyer sobre o orçamento da Agepel).

Infelizmente, cada nova notícia só confirma o que eu disse a propósito do Niemeyer : pagaremos, com o que nunca tivemos, o que ninguém nos perguntou se ou como queríamos.

Cultura Predial
Mais um espaço
Mapa Cultural

Reforma Paralisa Unidades


Atualização em 11.03.09 - mudei a forma de visualização dos documentos.

01 julho, 2007

Cultura Zero 6 - Patrimônio Negativo

Sábado, 30 de julho, 20h. As crianças no palco, maquiadas e vestidas com seus figurinos, fazem o último ensaio, antes da abertura do teatro para a entrada dos pais e restante do público. É a apresentação de fim de semestre do curso de teatro do Centro Cultural Martim Cererê. Local: Teatro Marista.

Retrato melhor da crise profunda por que passa o estado não há: o governo deixou de pagar pela vigilância do Centro Cultural. Sem guarda, já houve quatro arrombamentos, em que foram levados boa parte dos equipamentos dos teatros e mesmo os computadores da administração. O que sobrou foi levado para a Agepel e trancado. Quem quer utilizar um dos dois teatros precisa alugar todo o equipamento. É o que estão fazendo os organizadores do III Festival Internacional do Corpo Ritual. Nessas condições, a solução encontrada pelos professores foi levar o espetáculo dos alunos para o Marista.

Pior é lembrar que o equipamento de iluminação foi comprado com recursos da Lei Goyazes, em projeto feito pela administração anterior do Cererê, através da FETEG, como já noticei desde 2005. Isso, depois de anos de reivindicação da categoria.
O Cererê, alías, antes dos larápios já tinha sido vítima do canibalismo do Goiânia Ouro, para onde se transferiram seu diretor, parte dos funcionários, público e programação.

12 abril, 2007

Goiânia Ouro valeu por meia reforma administrativa

Em sua edição de ontem, O Popular noticiou que a Prefeitura de Goiânia está criando 115 novos cargos comissionados através de reforma administrativa.

É um ótimo parâmetro para se avaliar a dimensão que teve a criação do Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro nesse quesito. Ali foram criados 53 novos cargos, equivalentes a 46% dos ora anunciados.

Nas seis categorias em que estão divididos os cargos, os vencimentos mensais vão de R$ 360,00 ( Assessor Técnico de Musicalidade) a R$ 1.495,00 (Diretor). O total mensal é de R$ 34.750,00. Com férias, décimo-terceiro e INSS patronal, o custo anual com pessoal deve ultrapassar o meio milhão de reais (R$ 556.335,01), conforme pode ser visto na tabela.


Os gráficos, elaborados a partir da tabela, ilustram a a distribuição dos cargos e o montante dos vencimentos pagos mensalmente, em cada categoria.


As nomeações foram feitas por decretos do dia 09/11/06, publicados no Diário Oficial do Município de 13/11/06, e tiveram efeito retroativo a 1/09/06.