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13 maio, 2011

Túnel do tempo : enquanto o blogueiro não volta...

Parece que bati o recorde de ausência aqui: quase dois meses e meio, justo agora que, graças ao twitter, os posts tem atingido picos de leitura jamais vistos nos quase seis anos deste blog.

Provavelmente, cabe aqui o mesmo comentário que tenho lido sobre a Primavera Árabe: as ferramentas das redes sociais sem dúvida nenhuma ajudam, mas se não houvesse uma movimentação no mundo real, uma indignação sincera com a situação vivida pelo meio artístico ( assunto dos últimos posts), nem twitter, nem facebook trariam alguém aqui.

Enquanto me organizo para voltar a postar com regularidade, encontrei um artigo que esqueci nos rascunhos. Curiosamente, é o segundo de três e publiquei os outros dois. Vale a pena pois trata justamente da mobilização do meio artístico. É de 3 de novembro de 2006 (o segundo turno foi no dia 29 de outubro, entre Alcides Rodrigues e Maguito Vilela). Será que evoluímos nesses cinco anos?



Chamado à razão - Eleições: A cultura na Mídia Goiana 2

Uma semana após a publicação do artigo do repórter Rogério Borges (Chamado à Razão - A Cultura na Midia Goiana), o Popular trouxe, no dia 26, quinta-feira anterior ao segundo turno da eleição para governador, no caderno Eleições, uma matéria sobre a precariedade das propostas dos dois candidatos para a Cultura. A matéria, de autoria do também repórter do Magazine Renato Queiroz, tinha uma breve entrevista com os candidatos, um box com suas propostas e era encabeçada pelo texto Propostas Genéricas para A Cultura, escrito a partir de entrevistas com pessoas atuantes na área. Fui uma delas. Minha fala aparece no último parágrafo:
O produtor cultural Marcos Fidelis, do Fórum Permanente de Cultura, vai além [vários aspectos já haviam sido mencionados, entre eles: a desproporção entre a importância econômica e social da área, sua função na construção da cidadania e a atenção a ela dedicada pelos políticos; o atraso em que se encontra o debate do tema em Goiás, em relação a outros estados; a pouca mobilização e organização dos envolvidos] e diz que o grande problema é que não existe uma política cultural em Goiás com a definição de objetivos. A valorização dos eventos faria bem à imagem dos governantes, mas não resolveria por si as questões da área. “O que há são ações isoladas sem a integração entre União, Estado e Município. No setor cultural, ainda impera a política de balcão e por isso alguns artistas ficam temerosos em cobrar e apontar as falhas dos governantes e, no futuro, sofrer represália”, critica. Por sofrer com o “personalismo e o autoritarismo do administrador público”, Marcos acredita que uma previsão para o setor cultural só poderá ser feita quando for divulgado o nome do novo presidente da Agência Goiana de Cultura (Agepel). Este, sim, o grande protagonista do espetáculo.
Acrescentaria que essa situação se verifica:
1) a despeito de várias iniciativas dos artistas e produtores visando a construção dessa política. No caso do teatro, que conheço melhor, em documentos coletivos encaminhados à Agepel em 2003 e 2004. Houve o atendimento, parcial, a algumas das demandas, mas somente após o encaminhamento desses documentos ao Gabinete do Governador e a cobrança feita a partir dali.
2) A falta de integração também ocorre entre as ações empreendidas.
A propósito , enviei a seguinte mensagem à seção Cartas dos Leitores:
----- Original Message -----
From: marcus fidelis
To: leitor@jornalopopular.com.br
Cc: fórum
Sent: Thursday, October 26, 2006 6:12 PM
Subject: Matéria de hoje - caderno eleições
Senhor editor,

Parabéns pela matéria sobre as propostas dos candidatos para a cultura.
Esclareço ser o autoritarismo a que me referi uma característica observável cotidianamente nas ações de nossos gestores culturais. Algumas delas, inclusive, abordadas em matérias anteriores neste mesmo jornal.
O veto à construção democrática de uma política cultural é comum às duas forças políticas que disputam a eleição para governador. A administração estadual o faz por omissão e a administração municipal de Goiânia ressuscitando práticas da República Velha, a ponto de desrespeitar sentença judicial.
Discuto a questão em maior detalhe no texto Atitudes Diversas, Resultado Idêntico, Mesma Razão, disponível em www.entreatos.blogspot.com.

Atenciosamente,

Marcus Fidelis
Produtor Cultural

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