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29 agosto, 2007

Propaganda Zero 2 - Do Céu ao Chão - Evolução dos Gastos com Propaganda do Governo de Goiás

Este texto e os gráficos que o ilustram foram elaborados a partir de tabela com a compilação de dados divulgados pelo TCE-GO. Para 2007, como foram divulgados apenas os dados do primeiro trimestre os valores anuais são projeções feitas multiplicando-se aqueles por 4.


Os gastos do Governo de Goiás com propaganda (noticiário, propaganda ou promoção) ao longo dos últimos anos impressionam primeiro pelo seu total expressivo, segundo pelo aumento constante ao longo do período e finalmente pela queda brutal este ano. Considerados os valores nominais, não chegam ao bilhão mencionado por Ney Moura Teles (veja texto anterior), mas ficam bem perto – 789 milhões, sendo 232 milhões de 1999 a 2002 e 557 milhões de 2003 a 2006. O aumento da média de gastos anuais entre os dois períodos foi de 149%, passando de 58 milhões para 139 milhões. Já para este ano, chegariam a apenas 17 milhões. (gráfico 1)




Não há dados individualizados disponíveis para os anos de 1999 a 2001, apenas a média anual, de 58 milhões. O crescimento é constante até 2005: em 2002, 74 milhões; em 2003, 110 milhões; em 2004, 144 milhões; em 2005, 193 milhões. Em 2006 há uma redução, com a volta ao patamar de dois anos antes – 110 milhões e, no primeiro trimestre de 2007 uma redução abrupta, com um gasto de apenas 4,3 milhões (equivalentes a 17 milhões projetados para todo o ano - 9% do que foi gasto em 2005). (gráfico 2)



Composição dos Gastos

Dos 557 milhões gastos ao longo de 2003-2007, 91% concentram-se entre quatro fontes principais do governo : em primeiro lugar a AGECOM, com 317 milhões (57%), seguida pela CELG, com 123 milhões (22%), depois o DETRAN, com 38 milhões (7%) e a SANEAGO, com 30 milhões (5%).( gráfico 3)


Em 2007, a queda acentuada na participação dessas 4 fontes principais, reduzindo drasticamente o montante total, fez com que aumentasse em 3,5 vezes a participação proporcional das outras fontes, que passou de 9% para 31%. (gráfico 4)


O Tamanho de Cada Tombo

O caso do DETRAN é singular, pois já em 2006 sua participação, que fora de 14 milhões em 2005, tornou-se insignificante. Na AGECOM, o tombo foi de 110 milhões em 2005 para 7 milhões este ano. Na CELG, redução de 51 milhões para 2 milhões . Na SANEAGO, curiosamente, houve aumento de 2005 para 2006 ( de 8 milhões para 9 milhões), para em seguida acompanhar a queda geral em 2007, reduzindo-se a 2 milhões. Finalmente, as outras fontes todas caíram de 14 milhões em 2005 para 5 milhões este ano. (gráfico 5)











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