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29 agosto, 2007

Propaganda Zero – 1 Crise do estado torna a Prefeitura de Goiânia vital para a imprensa

Na última eleição, o PMDB abandonou a crítica aos gastos com propaganda do governo estadual, tema recorrente nos últimos anos. Não parecia ser o caso no início da campanha: em agosto de 2006, Ney Moura Teles, candidato ao senado, declarou, em Itumbiara, que nos últimos anos o governo do PSDB gastara mais de 1 bilhão de reais em publicidade. Determinante nessa mudança, a conquista da Prefeitura de Goiânia em 2004 e a perspectiva da reeleição do prefeito Íris Rezende, projeto em que a comunicação é crítica.

O prefeito já mudou três vezes o secretário da pasta – a última em maio - na busca de maior visibilidade para sua gestão. O orçamento divulgado, de 10 milhões de reais, seria um problema pela sua pequenez, se confrontado com os números divulgados por Teles para o governo estadual – equivalentes a mais de 100 milhões de reais anuais.

Seria, caso a crise não tivesse se instalado. Os dados disponibilizados pelo TCE, referentes ao primeiro trimestre de 2007, mostram que o governo estadual gastou 4,3 milhões de reais em propaganda no período, o que equivalentes a 17 milhões de reais ao longo de todo o ano. Nessas condições, a Prefeitura de Goiânia gastará mais da metade do que gastará o estado, agigantando-se como anunciante diante do governo estadual e dona de um caixa essencial para a sobrevivência das empresas de comunicação.

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