06 junho, 2009

Irrelevância - Conferência Estadual de Segurança Pública é quase ignorada

Está acontecendo desde ontem a etapa eletiva Estadual para a Conferência Nacional de Segurança Pública. A importância do tema dispensa comentários.

Há, por exemplo, uma pesquisa feita na época das eleições do ano passado, mostrando que ser vítima de violência seria a principal preocupação dos eleitores de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital.

Em janeiro, tivemos a Operação Legalidade. Além das reportagens, pelo menos dois editoriais e vários artigos de opinião publicados em O Popular trataram dela.

No entanto, parece que nenhum dos três diários que circulam na capital fez referência à conferência em suas edições de ontem.

Na edição de hoje, O Popular deu a notícia no canto inferior direito da página 3, em uma coluna e vinte e duas linhas (ao lado, matéria sobre passáro no setor Bueno teve o triplo do espaço) . O Hoje ignorou a notícia. O Diário da Manhã, além de dar as mesmas informações gerais de O Popular, entrevistou a representante do Ministério da Justiça que estará presente.

Como está nas matérias, dos eleitos, a maior parte (40% ), devem ser da sociedade civil, se dividindo os demais, meio a meio, entre trabalhadores em segurança, (policiais civis, militares, e bombeiros) , e 30% de gestores.

O sítio do deputado Mauro Rubem parece ter as informações mais completas sobre o processo da conferência no estado.

A Secretaria de Segurança Pública divulgou a programação em seu sítio, no dia 2.


3 comentários:

  1. Eu participei da Conferência, e foi legal encontrar na toca dos leões, policias e sociedade civil junta. inclusive levantaram a questão da descriminalização do uso da maconha...

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  2. Bruno,

    Os jornais se limitaram a informar, após a conferência, a quantidade de representantes eleitos em cada categoria de trabalhadores da área e o total da sociedade civil.

    O relatório final, aparentemente, não reflete essas discussões a que você se refere. Digo aparentemente porque é possível enxergá-las apenas na generalidade dos princípios.


    Praticamente todas as propostas objetivas, concretas, se referem a demandas que parecem oriundas das categorias profissionais da área de segurança, e não da sociedade civil.

    Reforça esta impressão a informação, que está no sítio da PM, de que "a corporação conseguiu também agregar mais um integrante da corporação na mesa de discussão, com a eleição do cabo R/R Josué Ferreira Júnior (Cabo Buchecha) que foi eleito como representante da sociedade civil uma vez que é líder comunitário" - o segundo mais votado (veja em http://www.pm.go.gov.br/2008/index.php?i=libs/onoticiap&id=22822&idtipo_noticia=20&pagret=home/home&mostaimg=S).


    Gostaria de publicar um relato mais completo sobre como se desenrolou a conferência. Você não se disporia em enviá-lo?

    Abs,

    Marcus

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  3. Bruno,

    Caso você não tenha visto, o relatório foi publicado ontem, neste endereço: http://www.sspj.go.gov.br/noticias/noticia_pub.php?publicacao=54097

    Abs,

    Marcus

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