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27 março, 2010

O Niemeyer, com curvas

Hoje à tarde deverá acontecer a manifestação pela conclusão das obras do CCO Niemeyer, cujo objetivo declarado é cobrar a conclusão da obra.

Quando foi divulgada a manifestação, há um mês, disse que tentaria concluir até hoje os artigos que venho escrevendo desde 2005 sobre a obra. Não consegui, mas estou quase lá, e este não poderia passar de hoje.

Sempre me intrigou, quando via as plantas da obra nos jornais e mais ainda depois de pronta, que ela não remetesse à paixão de Niemeyer pelas curvas, expressa no belo e famoso poema:

Não é o ângulo reto que me atrai
nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que me atrai é a curva livre e sensual,
a curva que encontro nas montanhas
do meu país,
no curso sinuoso dos seus rios,
nas ondas do mar,
no corpo da mulher preferida.
De curvas é feito todo o universo,
o universo curvo de Einstein.




maquete com vista para a rodovida



Maquete com vista para o estacionamento, nos fundos



Pois existe um CCON com curvas! Na verdade, é o Centro Cultural Internacional Oscar Nimeyer, cuja inauguração está prevista para maio deste ano. Fica em Avilés, na Espanha:








Curiosamente, a obra foi lançada pouco antes da inauguração do Nimemeyer de Goiânia: mais precisamente, um dia antes, em 30 de março, o Estadão publicou reportagem a respeito - Em Construção, a maior obra de Niemeyer na Europa .

No dia seguinte, como já comentei antes, em matéria sobre a inauguração em Goiânia - Goiânia ganha Centro Cultural Oscar Niemeyer , o Estadão, como já comentei aqui antes, ao contrário da imprensa local, deixou claro que a obra não estava pronta.

A consulta às informações no site do CCON internacional e o sua comparação com a descrição do CCON de Goiânia feita pelo grande arquiteto, amplamente divulgada à época da inauguração, revela a semelhança entre os dois projetos (grifei):

O que mais nos agrada nesse projeto, além do aspecto inovador, é a grande superfície de concreto - a esplanada cultural. Com essa solução, a praça e o estacionamento ficaram bem definidos. Sobre esse plano foram dispostos três edifícios: o grande volume de concreto onde se situa a biblioteca; o centro musical; e o Museu de Arte Contemporânea, na forma de um cilindro branco. O primeiro é um edifício grande, com três pavimentos em pilotis. O segundo, servido por uma rampa, tem uma ampla área de exposições e um extenso mezanino perimetral para a exposição de gravuras e desenhos. O terceiro, o centro musical, tem auditórios nos níveis superior e inferior, além de bares/restaurantes. E, completando o conjunto, o Monumento aos Direitos Humanos, um grande triângulo de concreto vermelho que confere ao complexo a importância desejada. (Por Oscar Niemeyer)


No site do CCON Internacional há uma profusão de fotos sobre o andamento da obra.

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