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25 setembro, 2009

Repensando o futebol brasileiro

Pela primeira vez em quatro anos, este blogue fala de futebol.

Faço isso para recomendar o Observatório da Imprensa exibido em 8 de setembro, que discutiu as mudanças necessárias para a profissionalização do futebol brasileiro. Para quem milita ou militou na cultura, luta para formar público e vê o tempo todo ser entoado o mantra de que é preciso se autosustentar, é inacreditável conhecer a situação do futebol. Imagine: o Flamengo, com 50 milhões de torcedores, não consegue se manter.

Alberto Dines teve como convidados o jornalista Juca Kfouri, a advogada e economista Elena Landau ( que atuou nas privatizações das estatais no governo FHC) e Walter de Mattos Jr., diretor-presidente do jornal esportivo Lance!

Felizmente, desde o mês passado o programa é disponibilizado no Youtube. Menos mal para os goianos que estavam sem poder assistir ao programa já há algum tempo, com o fim de sua transmissão pela TV Brasil Central, emissora estatal.



Alguns dos pontos levantados no programa:

- Nike e Vivo são proibidas pela CBF de anunciar no jornal Lance!
- O Estatuto do Torcedor permite a atuação do Ministério Público na moralização do futebol, o que não está acontencendo.
- Mais de 80% dos leitores do caderno de esportes da Folha disseram em pesquisa querer que o jornal aprofunde sua cobertura crítica.
- O Blog do Juca Kfouri já teve mais de 60 milhões de acessos em 4 anos.
- É a sociedade civil quem vai fazer a mudança.
-Na Argentina, o governo federal comprou os direitos de transmissão dos jogos por 1,5 bilhão de dólares a serem pagos até 2019. Seria uma política populista de Pão e Circo?
- O maior ativo de um clube são seus torcedores e são em eles que permitem a sustentação dos times.
- O lado ruim da imprensa esportiva brasileira não é diferente do lado ruim da imprensa econômica brasileira, do lado ruim da imprensa política brasileira, enfim, daquela imprensa brasileira que não é independente.

Aqui, o resumo que consta do saite do programa, e logo abaixo

MUDANÇAS NO FUTEBOL BRASILEIRO
Futebol e mídia na marca do pênalti

Alberto Dines

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Futebol é paixão ou é negócio? O ideal seria que fosse as duas coisas. Desde as origens do rude esporte bretão no nosso país, o amadorismo dá o tom. Os clubes cresceram, construíram estádios, aperfeiçoaram campeonatos e ganharam milhões de torcedores e, mesmo assim, estamos anos luz atrás dos coirmãos europeus. O resultado se vê dentro das quatro linhas: os maiores craques do planeta jogam no velho continente.

Pela tv a cabo chegam, até aqui, os principais campeonatos de lá. E até torneios menos concorridos, como o campeonato russo, já ganham espaço.

O resultado desta globalização da bola, pode ser claramente visto nas ruas das grandes cidades brasileiras.

Camisas do Milan, do Barcelona ou do Manchester United são quase tão comuns quanto as do Flamengo, São Paulo ou Cruzeiro. Se há tanto dinheiro por lá, por que tantos clubes brasileiros estão com o pires na mão? Qual a explicação para um produto como o Flamengo, com mais de 50 milhões de consumidores, dar prejuízo? Está na hora de repensar o futebol brasileiro. Alguns tabus precisam ser derrubados. se não for a mídia, quem o fará?


2 comentários:

  1. Marcus, acho que agora consegui postar e enviar.

    Gosto de futebol e me preocupo com ele. Acho que essas questões devem ser debatidas e acompanhadas.

    Saiu um livro fundamental sobre futebol no Brasil: "Veneno-remédio". Vale a pena.

    Lisadnro

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  2. Obrigado pela visita e pela dica, Lisandro.
    É duro ver que 24 anos depois do fim da ditadura militar não conseguimos eliminar esses bolsões oligárquicos.

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