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04 agosto, 2008

Deus, a justiça dos homens e a eleição em Goiânia

1. Carlos Eduardo Reche, na Coluna Giro - O Popular 04.08.08



Calcanhar
A presença de cabos eleitorais e candidatos com ficha suja na campanha de Iris já preocupa cardeais peemedebistas.


Incêndio
A cúpula da campanha irista acionou Osmar Magalhães, na sexta-feira, para impedir que Delúbio Soares discursasse na inauguração do comitê do irmão, Carlos Soares. Delúbio busca legenda para 2010.



2. Fabina Pulcineli, em O Popular, 03.08.08 (o negrito no texto é meu)



ELEIÇÕES
“Não me junto a canalhas”, diz Iris ao pedir votos para Amarildo
Em reunião do vereador, prefeito afirmou que também já sofreu injustiças e defendeu o candidato. Peemedebista falou ainda que não se incomoda com Delúbio na campanha
Fabiana Pulcineli
Ao participar de reunião promovida pelo vereador Amarildo Pereira (PRP) na tarde de ontem, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), defendeu o candidato à reeleição afirmando que “ele não merece o que está sofrendo” e disse que não se incomoda com a presença do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares em sua campanha.
Em uma maratona de participação em reuniões de candidatos a vagas na Câmara de Goiânia, o prefeito esteve no edifício do vereador no Setor Pedro Ludovico antes de seguir para mais dois eventos. “Eu conheço o Amarildo desde menino e confio nele. Se eu não acreditasse, não estaria aqui. Porque eu não me junto aos canalhas”, disse Iris durante discurso para cerca de 200 pessoas que se juntaram no salão de festas do prédio. “Se ele por ventura errou, quem não erra? Só que ele não errou”, afirmou o prefeito.
“Também já fui vítima de selvagerias na política e depois tiveram de se desculpar. Então, Amarildo, não baixe a cabeça porque com certeza vamos nos reeleger. Você sempre foi um companheiro formidável na Câmara”, completou o prefeito, para depois falar de injustiças citando a história de Jesus Cristo.
Iris esteve no evento com o candidato a vice, Paulo Garcia, e Osmar Magalhães – ambos petistas. Amarildo criticou a imprensa no discurso e fez o prefeito cantar seu jingle no microfone. “Quem tem direito de me julgar é o povo. Há uma elite que não me aceita”, reclamou. “Mas tribunal e jornal nenhum vence o povo. Vocês é que sabem da minha dificuldade em comprar esse apartamento e da minha luta.” Ao final do evento, um pastor fez oração.
Amarildo é acusado de ser um dos responsáveis pelo desvio de R$ 5,3 milhões do INSS na Câmara, entre 2001 e 2004. O Ministério Público Eleitoral pediu no mês passado a impugnação do pedido de registro de candidatura por conta do processo, que corre na Justiça Federal.
Apoios
Ao final do evento, o POPULAR perguntou ao prefeito se há algum constrangimento por conta da presença de Delúbio em sua campanha e o que ele acha de adversários declararem que vão explorar a participação do ex-petista. “Eu não sou político de ficar selecionando quem deve ficar próximo de mim. Quem sou eu para ficar humilhando os outros? Sou senhor dos meus atos, por eles eu respondo. Tenho 50 anos de vida pública e as pessoas me conhecem”, respondeu o prefeito, enquanto Amarildo, ao lado, repetia: “O senhor é um homem de Deus, é um homem de Deus”.
Delúbio participou do primeiro grande ato da campanha peemedebista – caminhada e comício na última quinta-feira. O ex-petista disse que pretende participar com freqüência dos eventos de Iris.
O prefeito criticou os adversários que ameaçam usar o apoio de Delúbio na campanha. “Estou num nível muito maior de preocupação. Isso é muito pequeno. Os candidatos deviam discutir questões de interesse da população.”
O candidato do PSOL, Martiniano Cavalcante, já manifestou a intenção de usar a aliança de Iris com Delúbio na campanha. Nos bastidores, membros da equipe de Sandes Júnior (PP) e de Gilvane Felipe (PPS) também admitem explorar o assunto.
Depois da reunião, Iris teve encontro com integrantes do PSL e participou de evento do vereador Djalma Araújo (PT).


3. Correio Braziliense - 22.08.2003 (a íntegra não está mais disponível on line)

DENÚNCIA Acuado, Iram Saraiva pede aposentadoria
Em dificuldade para explicar aos colegas do Tribunal de Contas da União a participação na Faculdade Sul-Americana e a evolução no patrimônio pessoal, o ministro preferiu se desligar do TCU

Bernardino Furtado
Da equipe do Correio
Paulo Gonçalves
Saraiva (ao centro), o sócio Paulo Gonçalves (à esquerda), em reunião da faculdade, em 2001

Na próxima semana, o ex-deputado e ex-senador Iram Saraiva não será mais ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Pediu aposentadoria no fim da tarde da última quarta-feira. No mesmo dia, o Correio publicou documentos que revelam que o ministro se comportava como dono de fato de uma empresa privada, a Faculdade Sul-Americana (Fasam), o que é incompatível com o cargo no tribunal. Estava marcada para a próxima terça-feira uma sessão do TCU que decidiria se Saraiva se ria afastado e submetido a processo disciplinar por conta de seu envolvimento com a Fasam.

A principal linha da defesa prévia apresentada por Saraiva era justamente sustentar que não era sócio da faculdade e tampouco participava das decisões sobre o funcionamento da empresa de educação, instalada em Goiânia.

Avisado por um colega de que a tendência era o voto unânime pela abertura de processo e o afastamento, muito provável, Saraiva preferiu evitar o constrangimento. Como a pena máxima é a aposentadoria, o processo disciplinar se torna inócuo e será arquivado.

Resta agora uma possível ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). O relatório do Ministério Público Federal em Goiás, que acusa Saraiva de receber favores de empreiteiras para a construção do prédio da Fasam, já está no STF e tem como relator o ministro Celso de Mello. Procurado quatro vezes pelo Correio para falar sobre o assunto, Iram Saraiva não retornou as ligações.

Empossado no TCU em 1994, por indicação do Senado, Saraiva fará 59 anos na próxima semana. Teria, portanto, mais onze anos de mandato, antes de atingir a idade da aposentadoria compulsória.


4. Marcos Bandeira, no Jornal Opção, 31 de agosto a 6 de setembro de 2003: “Aposentadoria indica que Iram não tinha convicção de sua defesa”.Para o procurador da República em Goiás, Helio Telho, há provas suficientes para caracterizar que o ministro Iram Saraiva, além de proprietário da Faculdade Sul-Americana, atuou como administrador do empreendimento.


5. Seis por meia dúzia - Sai um ministro investigado e outro, também sob suspeita, se candidata - Maurício Lima em Veja, 3 de setembro de 2003.



Curiosidade
Jornal Hoje, 01.08.08

(trecho da matéria de capa, sobre redução de vagas nos cursos de direito, pelo MEC )
Amarildo Pereira Filho, 20, aluno do 5º período de Direito da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e presidente do centro acadêmico (CA), avalia como positiva a fiscalização no ensino superior e comenta que os cursos precisam mesmo de mais rigor. Para ele, muitas faculdades abrem curso sem critério e lançam no mercado profissionais não-capacitados. “Isso é ruim porque desvaloriza nosso curso”, observa.

Na lista de 89 instituições que receberam no ano passado um comunicado do MEC que cobra justificativas para o baixo desempenho dos cursos, apareceram duas goianas: Instituto Unificado de Ensino Superior Objetivo e Universidade Salgado de Oliveira, ambas de Goiânia. No Brasil, cinco cursos de Normal Superior e cinco de Pedagogia já foram extintos e 17 cursos de Medicina estão sob a supervisão do MEC.






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