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02 maio, 2006

Seis meses depois...

Ponto para a Tribuna do Planalto, que neste domingo trouxe entrevista imperdível com Eládio Garcia Sá Teles, presidente da Associação Goiana de Cinema e Vídeo (leia clicando aqui). Como de costume, Eládio não tem papas na língua ao comentar a realidade do audiovisual em Goiás. Mais: esta é a primeira vez que a imprensa abre espaço para um dos ex-conselheiros municipais de cultura cassados no ano passado falar sobre o assunto.

Explico-me: houve uma boa cobertura à época, mas como quem fazia as críticas eram os ex-conselheiros, e em nome da imparcialidade e objetividade jornalística o outro lado era consultado em seguida, fazendo ilações e insinuações contra aqueles, estas ficavam sempre sem resposta, e, como não nomeavam a quais dos então conselheiros se referiam, não permitiam que eles buscassem a via judicial para reparar a ofensa. Infelizmente, as cartas abertas do Conselho, única forma de defesa encontrada, não foram publicadas em nenhum veículo (clique aqui para ler) . Assim, uma cobertura aparentemente correta resultou na injúria e difamação dos ex-conselheiros, seguindo à risca o método atribuído a Goebbels: "Caluniai, caluniai, alguma coisa restará".

Nesta entrevista, Eládio desfaz uma a uma todas as insinuações levantadas, deixando claro que a motivação dos ex-conselheiros sempre foi o interesse público.

A propósito, segundo o jornalista Deonísio Silva, o aforismo acabou sendo atribuído a Goebbels porque este foi quem melhor o personificou, embora seu fim trágico mostre que os caluniadores não terminam bem:

Nas últimas 24 horas do Terceiro Reich, que morreria com a morte do Führer, Hitler designou como sucessor o jornalista, doutor pela Universidade de Heidelberg e seu ministro de Propaganda e Informação, Joseph Goebbels.
Goebbels suicidou-se um dia depois de Hitler, mas antes matou a mulher. E esta já matara os seis filhos do casal
.”

Um comentário:

  1. Prezado Marcus,
    Você muito gentil com o silêncio cumplice da imprensa goiana. As cartas do CMC em protesto pela situação da cultura em Goiânia, circularam na internet e foram publicadas por outros veiculos de comunicação de fora de Goiás.Aqui, o silêncio foi cumplice e amigo de gestores ultrapassados.
    Entretanto, no dias de hoje a imprensa ou melhor os fatos tornam-se conhecidos, independente da vontade de um ou de outro veiculo de comunicação. E a prova é a existência do seu blog e de outros.
    Os que se julgam poderosos e acima do bem e do mal, podem afinal dar com os burros n'água.

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